Vai imigrar? O seu pet pode ir junto.

Dá pra levar o pet junto?

A resposta é sim  mas, assim como o seu próprio processo migratório, levar um animal de estimação para os Estados Unidos exige planejamento, documentação e atenção às regras vigentes. Não é uma questão de pagar uma taxa e despachar o bichinho como bagagem.

Nos últimos anos, os Estados Unidos endureceram significativamente as exigências de entrada para animais vindos de outros países, especialmente cães provenientes de países como o Brasil. As regras são definidas pelo CDC (Centers for Disease Control and Prevention), a autoridade de saúde pública americana, em conjunto com o USDA (United States Department of Agriculture), responsável pela fiscalização agropecuária na fronteira.

No Brasil, o órgão que regula a documentação de saída de animais é o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). É ele que emite os documentos veterinários exigidos para a exportação do animal e esses documentos precisam estar em conformidade com o que os EUA exigem na entrada.

Por que as regras ficaram mais rígidas?

Em 2023, o CDC implementou uma série de novas exigências para a entrada de cães nos EUA, em resposta a preocupações com a raiva canina uma doença que havia sido erradicada do território americano e cujo retorno representa risco real de saúde pública. O Brasil está entre os países classificados como de alto risco para essa doença, o que torna as exigências ainda mais rigorosas para tutores brasileiros.

Isso significa que não basta apresentar a carteirinha de vacinação do pet. O processo envolve documentação específica, prazos a serem respeitados e, em alguns casos, procedimentos que precisam ser iniciados meses antes da viagem.

Importante: as regras do CDC e do USDA são atualizadas com frequência. As informações deste artigo refletem o cenário vigente em março de 2026, mas sempre confirme os requisitos atuais diretamente nas fontes oficiais antes de iniciar o processo.

As principais áreas de atenção no processo

De forma geral, o processo de entrada de um animal nos EUA envolve quatro grandes áreas. Os detalhes de cada exigência variam conforme a espécie, a raça, a idade do animal e o tipo de visto do tutor por isso, a análise precisa ser feita caso a caso.

1. Identificação por microchip

Cães e gatos precisam estar identificados com microchip ISO padrão 15 dígitos antes de qualquer outra etapa do processo. O microchip é o que vincula o animal à sua documentação  sem ele, os demais documentos perdem validade.

2. Vacinação em dia

A vacinação antirrábica é obrigatória e precisa seguir protocolos específicos de prazo: não pode ser muito recente (há um período mínimo de espera após a aplicação) nem estar vencida. Para cães vindo do Brasil, o CDC exige que a vacina contra raiva seja aplicada nos Estados Unidos ou em países livres da doença, o que pode exigir uma etapa adicional no processo dependendo do perfil do animal.

3. Documentação veterinária

É necessário apresentar um Certificado Veterinário Internacional, emitido por médico veterinário credenciado pelo MAPA, que ateste o estado de saúde do animal e comprove o cumprimento das exigências sanitárias. Esse documento precisa ser endossado pelo MAPA e, em alguns casos, apostilado.

4. Formulários específicos das autoridades americanas

O CDC exige o preenchimento de formulários próprios no momento da chegada, que precisam estar acompanhados da documentação veterinária completa. Para cães vindo de países de alto risco para raiva — como o Brasil —, pode ser exigida a reserva antecipada em instalação credenciada pelo CDC para o período de quarentena, caso o animal não cumpra todos os requisitos na entrada.

Atenção: um documento fora das regras, uma vacina com prazo incorreto ou um formulário mal preenchido pode resultar na retenção do animal na fronteira ou na devolução ao país de origem. Esse risco é real e acontece — por isso o planejamento antecipado não é opcional.

O timing é tudo: não deixe para a última hora

Este é talvez o ponto mais subestimado por tutores que estão se organizando para imigrar: o processo de documentação do pet não pode ser iniciado na véspera da viagem. Cada etapa tem um prazo mínimo e máximo — e se um desses prazos não for respeitado, toda a documentação pode precisar ser refeita.

Como referência geral, o ideal é começar a organizar o processo do pet com pelo menos 4 a 6 meses de antecedência em relação à data prevista de viagem. Isso dá tempo suficiente para:

  • Realizar o microchip e aguardar o período de integração
  • Aplicar ou revalidar a vacina antirrábica dentro dos prazos exigidos
  • Emitir e endossar a documentação veterinária pelo MAPA
  • Preencher e organizar os formulários do CDC
  • Resolver eventuais pendências ou exigências adicionais que surjam no processo

Regra prática: comece o processo do pet ao mesmo tempo em que começa a organizar o seu próprio visto. Os dois processos caminham em paralelo — e nenhum dos dois deve esperar pelo outro.

Como a Unlocked pode ajudar

Mudar de país com um animal de estimação é possível e é feito todos os dias por brasileiros que planejaram corretamente. O que separa uma experiência tranquila de uma situação estressante na fronteira é, quase sempre, a qualidade do planejamento.

A Unlocked cuida do processo que abre essa porta para você: o seu visto. Enquanto você organiza a jornada do seu bichinho junto ao veterinário e às fontes oficiais, nossa equipe garante que a sua documentação migratória esteja completa, correta e dentro dos prazos para que você e seu pet cheguem juntos ao destino.

Se você ainda não deu entrada no seu visto ou não tem certeza por onde começar, entre em contato com a Unlocked e desbloqueie novas possibilidades para você e sua família pets incluídos.

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Fontes: Centers for Disease Control and Prevention (CDC) — cdc.gov/importation; U.S. Department of Agriculture (USDA/APHIS) — aphis.usda.gov; Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) — gov.br/agricultura. As exigências de entrada de animais nos EUA são atualizadas com frequência — confirme sempre as informações diretamente nas fontes oficiais antes de iniciar o processo. Última verificação: julho de 2026.

Sobre o Autor

Comunicação Unlocked Consultoria Migratória

A Comunicação da Unlocked Consultoria Migratória é responsável pela produção e curadoria de conteúdos informativos sobre imigração, vistos, cidadania, mobilidade internacional e planejamento migratório. Nosso objetivo é traduzir temas complexos do direito migratório em informações claras, atualizadas e confiáveis, ajudando brasileiros a tomar decisões seguras sobre seus projetos internacionais. Todo o conteúdo é desenvolvido com base em fontes oficiais, legislação vigente e na experiência prática da Unlocked em processos migratórios para os Estados Unidos, Europa e outros destinos.

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