Muitos empresários brasileiros acreditam que o único jeito de empreender e morar nos Estados Unidos é adquirir um negócio pronto ou investir alto em um programa de investidor. Entenda de onde vem essa ideia, o que vale de fato para brasileiros e por que abrir a própria empresa pode ser o caminho mais coerente.
Quem começa a pesquisar como empreender nos Estados Unidos logo se depara com ofertas de franquias à venda, negócios prontos “com visto incluído” e programas de investimento com valores que passam facilmente de meio milhão de dólares. Não é raro que o empresário desista ali mesmo, convencido de que esse caminho não é para ele.
O que muitos não sabem é que parte dessas ideias nem se aplica a brasileiros, e que a lei americana oferece um caminho pensado para quem já tem uma empresa funcionando no Brasil: criar a própria operação nos Estados Unidos, do tamanho que o negócio comporta.
Este guia mostra de onde vem a crença de que é preciso comprar uma empresa, quais caminhos de fato estão disponíveis para brasileiros e por que abrir uma empresa americana com objetivo migratório exige planejamento especializado desde o primeiro passo.
A crença tem origem em dois caminhos migratórios muito divulgados. Os dois existem, mas nenhum deles é o ponto de partida natural para a maioria dos empresários brasileiros.
O E-2 é muito associado à compra de negócios prontos, como franquias e pequenos comércios. Um detalhe que surpreende muitos brasileiros é que esse visto depende de um tratado comercial entre os Estados Unidos e o país de nacionalidade do investidor. Segundo a lista oficial do Departamento de Estado, o Brasil não tem esse tratado.
Em outras palavras: boa parte do conteúdo sobre “comprar um negócio para conseguir o visto” foi pensada para cidadãos de outros países e não se aplica a quem tem apenas a nacionalidade brasileira.
O EB-5 existe e está disponível para brasileiros, mas tem outra lógica. Segundo o USCIS, o investimento mínimo é de US$ 1.050.000, ou US$ 800.000 em áreas específicas definidas pela lei, e o investimento precisa gerar pelo menos dez empregos em tempo integral para trabalhadores americanos.
Na prática, é um caminho para quem tem capital disponível para esse nível de investimento, e não para quem quer expandir o próprio negócio de forma gradual.
| Caminho | O que exige | Para brasileiros |
|---|---|---|
| E-2 (investidor por tratado) | Nacionalidade de um país com tratado e investimento substancial em um negócio americano. | Não disponível pela nacionalidade brasileira. |
| EB-5 (investidor imigrante) | Investimento mínimo de US$ 800 mil ou US$ 1,05 milhão e criação de dez empregos. | Disponível, com alto capital exigido. |
| Abrir a própria empresa como extensão da brasileira | Empresa ativa no Brasil, ligação societária entre as duas e um plano real de operação. | Disponível, com investimento proporcional ao plano. |
Quando o empresário já tem uma empresa funcionando no Brasil, a lei americana permite que ele seja transferido para comandar uma nova operação da mesma empresa nos Estados Unidos. Esse caminho não exige a compra de um negócio existente, nem um valor mínimo fixado em lei.
O que o governo americano avalia é se a nova empresa é real, viável e proporcional ao que foi planejado. Um investimento modesto, coerente com um plano bem construído, pode ser mais convincente do que um valor alto sem estratégia clara.
Comprar uma empresa americana também pode ser uma forma de criar essa ligação, mas é uma escolha, e não uma exigência.
O processo é mais simples do que muitos imaginam e, em geral, não exige que o empresário esteja no país. Vamos por partes:
Um detalhe pouco conhecido é que abrir uma empresa nos Estados Unidos não dá, por si só, direito a morar ou trabalhar no país. A empresa é o ponto de partida. A autorização para trabalhar nela vem do visto.
Registrar uma empresa é simples. Registrar uma empresa que sirva de base para um pedido de visto é outra coisa. A divisão das participações entre os sócios, a ligação com a empresa brasileira, o tipo de estrutura jurídica e até o contrato do espaço comercial são analisados pelas autoridades americanas.
Na prática, isso significa que uma empresa aberta sem planejamento migratório pode precisar ser reestruturada antes do pedido, com novos custos e atrasos. Por isso, na Unlocked, a estrutura da empresa americana é desenhada junto com a estratégia migratória, e não depois dela.
Sem um valor mínimo legal, a pergunta certa deixa de ser “quanto preciso investir?” e passa a ser “quanto o meu plano exige para funcionar?”. O investimento deve cobrir, de forma realista, os custos que permitem a operação começar e crescer, como:
É justamente nesse ponto que surgem muitas dúvidas. Uma empresa de serviços digitais pode começar com uma estrutura enxuta, enquanto uma operação de distribuição de produtos exige estoque e logística. O valor certo é o que o próprio negócio justifica.
O plano de negócios é a peça que conecta o investimento ao crescimento esperado. Para ser útil, ele precisa ir além de uma apresentação comercial e trazer:
Um plano bem escrito do ponto de vista comercial nem sempre responde ao que as autoridades americanas avaliam. A Unlocked acompanha a construção do plano para que cada número e cada etapa sustentem o pedido de visto.
Agora imagine Clara, sócia de uma indústria de alimentos que já exporta para os Estados Unidos por meio de distribuidores. Em vez de comprar uma empresa americana, ela cria uma subsidiária própria para assumir a distribuição. A operação exige mais investimento, por causa do estoque e da logística, mas nasce de um fluxo de vendas que já existe.
O que surpreende muitos empresários é que o negócio mais convincente costuma ser aquele que continua a história da empresa brasileira, e não o que começa uma história nova.
Abrir uma empresa nos Estados Unidos me dá direito a um visto?
Não. A empresa pode ser a base de um pedido de visto, mas a autorização para morar e trabalhar depende da aprovação do governo americano.
Preciso estar nos Estados Unidos para abrir a empresa?
Em geral, não. O registro no estado e a solicitação do número fiscal podem ser feitos a partir do Brasil.
Se eu quiser, posso comprar uma empresa em vez de abrir?
Sim. A compra pode ser uma forma de estruturar a operação americana, mas não é uma exigência.
Tenho dupla cidadania. Isso muda alguma coisa?
Pode mudar. Como o visto E-2 depende da nacionalidade do investidor, quem tem cidadania de um país com tratado deve verificar essa possibilidade na lista oficial do Departamento de Estado..
Levar a sua empresa para os Estados Unidos com objetivo migratório envolve decisões que dependem umas das outras: a estrutura societária, o estado, o investimento, o plano de negócios e o pedido de visto. Uma escolha mal feita em uma delas pode comprometer todas as outras.
Por isso, a Unlocked conduz esse processo de forma integrada, do diagnóstico inicial à decisão final do pedido, incluindo:
O primeiro passo é uma conversa para entender o seu negócio e os seus planos. Entre em contato:
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Instagram: @ukconsultoriamigratoria
U.S. Department of State; U.S. Citizenship and Immigration Services (USCIS); EB-5 Reform and Integrity Act of 2022; U.S. Small Business Administration (SBA); Internal Revenue Service (IRS). Data de elaboração: 07/10/2026.
A Comunicação da Unlocked Consultoria Migratória é responsável pela produção e curadoria de conteúdos informativos sobre imigração, vistos, cidadania, mobilidade internacional e planejamento migratório. Nosso objetivo é traduzir temas complexos do direito migratório em informações claras, atualizadas e confiáveis, ajudando brasileiros a tomar decisões seguras sobre seus projetos internacionais. Todo o conteúdo é desenvolvido com base em fontes oficiais, legislação vigente e na experiência prática da Unlocked em processos migratórios para os Estados Unidos, Europa e outros destinos.