O EB-1C · UNLOCKED CONSULTORIA MIGRATÓRIA

EB-1C: o Green Card para quem comanda a operação americana

A versão permanente do L-1A — residência definitiva para gerentes e executivos de empresas multinacionais, sem a etapa de certificação de trabalho.

Atendimento personalizado para entender o seu perfil e os próximos passos.

Análise estratégica do seu caso

Entenda requisitos, pontos de atenção e como organizar seu caminho migratório com clareza.

VISÃO RÁPIDA

Os pontos centrais desta categoria

Executivo multinacional

Voltado a gerentes e executivos de empresas multinacionais.

Operação americana real

A empresa americana precisa estar operando de verdade há pelo menos um ano.

Green Card para a família

Cônjuge e filhos solteiros menores de 21 anos podem ser incluídos.

ENTENDA A CATEGORIA

O que você precisa saber antes de começar

O EB-1C é o Green Card do executivo multinacional. Ele é, na prática, a continuação natural do L-1A: você entra nos Estados Unidos com um visto temporário para comandar a operação americana, consolida essa operação e, depois, a empresa pede a sua residência permanente.

O que ele oferece:

  • Nenhuma etapa de certificação de trabalho. Enquanto as categorias EB-2 e EB-3 comuns exigem esse processo, que costuma acrescentar de 15 a 24 meses, o EB-1C vai direto à petição.
  • Green Card para a família. Cônjuge e filhos solteiros menores de 21 anos entram no mesmo processo.
  • Disponibilidade imediata para brasileiros, situação diferente da de indianos e chineses.

E o que ele exige, e que precisa ficar claro logo de saída:

  • Quem pede é a empresa, não você. O EB-1C não admite pedido em nome próprio.
  • Não existe “empresa nova” no EB-1C. A operação americana precisa estar funcionando de verdade há pelo menos um ano. Essa é a diferença mais importante em relação ao L-1A, que permite abrir a empresa do zero.

Os cinco requisitos

1. Um ano de trabalho no exterior

Você precisa ter trabalhado pelo menos um ano, dentro dos três anos anteriores, em função de gerência ou direção numa empresa do mesmo grupo.

Uma diferença sutil e favorável em relação ao L-1A: aqui esse ano não precisa ser contínuo. No L-1A, precisa.

Se você já está nos Estados Unidos com um visto qualificado — normalmente o L-1A —, esse período de três anos é contado a partir do momento imediatamente anterior à sua entrada no país, e não da data do pedido do Green Card.

Uma armadilha a evitar: quem se afasta da organização por mais de dois anos após a entrada nos Estados Unidos perde a elegibilidade e precisa cumprir um novo período de um ano de trabalho qualificado no exterior.

2. Ligação societária real entre as empresas

Valem as mesmas definições do L-1A: matriz e subsidiária, filial, empresas irmãs sob o mesmo controle.

Mas há duas restrições próprias do EB-1C:

  • Filial de empresa estrangeira não pode fazer o pedido. É necessária uma pessoa jurídica americana própria — uma corporação, uma LLC ou uma sociedade. No L-1A, a filial pode peticionar; aqui, não.
  • Empresário individual não pode peticionar para si mesmo. Já uma empresa constituída da qual você é o único sócio-empregado pode peticionar por você.

E a ligação precisa existir no momento do pedido e se manter até a decisão. Em reestruturações societárias há caminhos para preservar o caso, mas eles precisam ser planejados.

3. A empresa americana precisa operar há pelo menos um ano

Este é o coração do EB-1C.

“Operar” significa fornecimento regular, sistemático e contínuo de produtos ou serviços. Ter uma empresa registrada não basta: se ela existe há dois anos no papel mas nunca forneceu nada de forma consistente, o requisito não está cumprido.

Uma boa notícia para grupos empresariais: prestar serviços ou vender para empresas do próprio grupo conta. Não é obrigatório ter cliente externo independente.

O que comprova a operação: contratos com clientes ou com empresas do grupo, notas fiscais emitidas de forma consistente ao longo dos doze meses, registros de folha de pagamento, declarações de imposto cobrindo o ano fiscal completo, contrato de locação comercial, extratos bancários com movimentação operacional, guias trimestrais de emprego e licenças estaduais e municipais.

Atenção: essa operação precisa continuar até a decisão final. Se a empresa americana ou a estrangeira pararem no meio do caminho, o caso morre.

4. A função nos Estados Unidos precisa ser de gerência ou direção

Vale a mesma definição do L-1A. Em resumo:

Gerência — comandar a empresa ou uma área dela, supervisionar profissionais, gerentes ou supervisores (ou gerenciar uma função essencial do negócio), ter autoridade sobre contratações e desligamentos e decidir o dia a dia da área.

Direção — dirigir a gestão da empresa ou de uma área grande, definir metas e políticas, ter ampla liberdade de decisão e responder apenas a supervisão geral do conselho ou dos sócios.

Gerente de função — para quem comanda uma função essencial em vez de pessoas. Exige demonstrar que a função é claramente definida, essencial ao negócio, gerenciada e não executada por você, que você atua em nível sênior e que decide o dia a dia dela. Há entendimento consolidado de que a equipe que sustenta essa função pode estar fora dos Estados Unidos, dentro do mesmo grupo — e de que o tamanho pequeno da operação americana, sozinho, não é fatal.

5. Oferta de emprego permanente e capacidade de pagar

A empresa americana precisa oferecer emprego permanente, formalizado em carta detalhando função, salário, responsabilidades e estrutura organizacional.

E precisa comprovar que tem como pagar esse salário, desde a data do pedido até a aprovação: declarações de imposto, balanços, comprovantes de salário já pago, extratos e demonstrativos de resultado.

L-1A e EB-1C: as diferenças que mudam a estratégia

L-1AEB-1C
NaturezaVisto temporárioGreen Card
DuraçãoAté 7 anosPermanente
Abrir empresa do zeroSim, até 1 ano inicialNão — exige 1 ano de operação real
Ano de trabalho no exteriorPrecisa ser contínuoNão precisa ser contínuo
Filial pode pedirSimNão — exige pessoa jurídica americana
Certificação de trabalhoNão se aplicaDispensada
Decisão com processo acelerado15 dias úteis45 dias úteis
Quem apresenta o pedidoA empresaA empresa

Um alerta importante: ter o L-1A aprovado não garante o EB-1C. Cada pedido é independente e avaliado por conta própria. Na prática, porém, o oficial é orientado a explicar por que estaria negando um EB-1C de alguém já aprovado no L-1A — o que sinaliza uma deferência real, ainda que não obrigatória.

O caminho completo, do zero ao Green Card

  1. A empresa estrangeira constitui a subsidiária americana — LLC ou corporação — com quadro societário claro e governança documentada
  2. Você entra com o L-1A, na modalidade de empresa nova se a subsidiária tiver menos de um ano, com validade inicial de um ano
  3. A empresa americana opera de fato — contrata, fecha contratos, fatura — por pelo menos doze meses ininterruptos. O ideal são 18 a 24 meses, para ter folga
  4. A empresa apresenta o pedido de Green Card (EB-1C) com toda a documentação societária, organograma final, descrição detalhada da função e comprovação de capacidade de pagamento
  5. Com disponibilidade imediata, como é o caso dos brasileiros, o pedido de residência pode ser protocolado em conjunto, junto com autorização de trabalho e de viagem. Cônjuge e filhos menores de 21 anos entram no mesmo momento

O ganho de tempo aqui é real: a documentação produzida para o L-1A serve de base para o EB-1C.

O que o governo vai querer ver

Documentação societária: atos constitutivos das duas empresas, estatuto e acordo de sócios, quadro societário atual com o percentual de cada um, certificados ou registro de participação, atas de reunião, relatórios anuais, contratos de sociedade em conjunto quando houver e transferências bancárias que documentem o aporte de capital.

Organograma detalhado das duas empresas, com nomes reais, cargos e linhas de subordinação. Acima de você, a quem reporta. Abaixo, a lista de subordinados diretos com cargo exato, salário ou faixa, formação acadêmica — essencial se o seu pedido se apoia na supervisão de profissionais — e um resumo das funções de cada um.

Se o caso é de gerente de função, acrescenta-se o organograma da função e um diagrama de fluxo de trabalho mostrando como você se afasta da execução tática. Em decisões relevantes sobre o tema, esses diagramas foram determinantes.

Descrição da função com percentual de tempo por atividade. Algo assim:

  • Definição de metas estratégicas trimestrais e revisão de indicadores — 25%
  • Aprovação de gastos acima de determinado valor — 15%
  • Supervisão direta e avaliação de quatro gerentes regionais — 20%
  • Negociação com clientes-chave e fornecedores estratégicos — 20%
  • Reporte à matriz estrangeira e ao conselho — 10%
  • Aprovação de contratações e desligamentos da camada gerencial — 10%

Financeiro: declarações de imposto dos últimos dois a três anos, demonstrativos auditados, e o comprovante do salário já pago a você durante o L-1A — que costuma ser a prova mais forte de capacidade de pagamento.

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Os pontos que mais travam um caso

Função questionada. Os quatro cenários clássicos: você supervisiona apenas pessoas não profissionais; você gerencia mas também executa boa parte do trabalho; você é o único funcionário, sem equipe de apoio; o cargo é grande mas sem substância por trás. Como se responde: organograma detalhado, comprovação de que os subordinados são profissionais qualificados (diplomas, salários, descrição de funções), diagramas de fluxo de trabalho e prova de que existem outras pessoas executando o operacional.

Operação insuficiente. O governo questiona escala, continuidade e realidade econômica. Como se responde: declarações de imposto completas, faturamento detalhado mês a mês, folha de pagamento, prova de operação física e crescimento da base de clientes.

Ligação societária mal documentada. Documentação desorganizada, transferência de participação não registrada, matriz oculta atrás de uma holding. Como se responde: corrigir o quadro societário, registrar as transferências e apresentar parecer explicando a estrutura.

Capacidade de pagamento. Em empresa pequena, é comum a declaração de imposto mostrar prejuízo. Como se responde: provar que o salário já vem sendo pago, demonstrar ativos suficientes e documentar aportes de capital.

Visita de fiscalização

Assim como no L-1A, as visitas de verificação foram reforçadas e a cooperação é obrigatória. Um agente pode aparecer sem aviso para confirmar que a empresa existe fisicamente, que você está lá, que a equipe do organograma é real e que o trabalho corresponde ao descrito no pedido.

Vale registrar um dado que tranquiliza: as taxas de aprovação seguem robustas — acima de 96% no último trimestre de 2025 —, embora com um volume elevado de pedidos de documentação adicional pelo caminho. O recado é claro: casos bem documentados passam.

Quem se encaixa bem

  • Executivo de alto escalão — CEO, CFO, COO, diretor de marketing — em multinacional consolidada, com cadeia hierárquica clara acima e abaixo
  • Diretor sênior com cinco anos ou mais de trajetória em função gerencial ou executiva, especialmente quem já teve o L-1A aprovado
  • Empresário ou sócio brasileiro com subsidiária americana estabelecida há 18 meses ou mais, com pelo menos cinco a oito pessoas trabalhando nos Estados Unidos, faturamento consistente e contratos demonstráveis
  • Gerente de função genuíno numa área central — financeiro, engenharia, pesquisa e desenvolvimento, vendas — com fluxo de trabalho documentado, mesmo sem subordinados diretos nos Estados Unidos

Quem não se encaixa

  • Empresa pequena sem estrutura real: uma ou duas pessoas, sem operação demonstrável
  • “Gerente” cujos subordinados são todos não profissionais
  • Empresa americana com menos de doze meses de operação de verdade
  • Quem ainda executa parte substancial do trabalho operacional
  • Empresário individual pedindo para si mesmo
  • Filial de empresa estrangeira sem pessoa jurídica americana constituída
  • Quem ficou mais de dois anos afastado da organização sem nova qualificação no exterior

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Sua família vai junto

Cônjuge e filhos solteiros menores de 21 anos entram no mesmo processo e recebem o Green Card com você, com os mesmos direitos de residência permanente.

Custos e prazos

Taxas do governo americano (referência: maio de 2026):

  • Petição principal (I-140): US$ 715
  • Taxa adicional obrigatória: US$ 600 (padrão), US$ 300 (empregador pequeno) ou isenta para entidades sem fins lucrativos
  • Processo acelerado (opcional): US$ 2.965, com decisão sobre a petição em 45 dias úteis
  • Disponibilidade de Green Card: atualmente imediata para brasileiros

Prazo de análise da petição sem o processo acelerado: de 6 a 14 meses, podendo passar de 20 meses em unidades congestionadas. Depois dessa etapa ainda há o restante do processo até o Green Card.

Por que o EB-1C tem 45 dias e não 15? Porque a análise é mais complexa: estrutura societária, organograma, comprovação de operação e capacidade de pagamento exigem muito mais trabalho do oficial do que categorias avaliadas essencialmente pelo mérito individual.

Taxas, prazos e regras mudam com frequência. Os valores acima refletem o cenário de maio de 2026 e devem ser confirmados antes de qualquer protocolo.

Aviso legal

Este conteúdo tem finalidade informativa e não constitui parecer jurídico. As leis, regulamentos, taxas e políticas mencionados refletem o cenário de maio de 2026 e podem ter sido alterados desde então. Cada caso deve ser avaliado individualmente.

DÚVIDAS FREQUENTES

Perguntas frequentes

Clique em cada pergunta para abrir a resposta.

Não. Diferente do L-1A, o EB-1C não admite empresa nova: a operação americana precisa estar funcionando de verdade há pelo menos um ano. O caminho usual é abrir a empresa, entrar com o L-1A, consolidar a operação e só então pedir o Green Card.

Não é obrigatório, mas é o caminho mais comum e o mais bem documentado. Vale lembrar que a aprovação do L-1A não garante o EB-1C: são pedidos independentes.

Não. Quem apresenta o pedido é a empresa americana. Empresário individual não pode peticionar para si mesmo — mas uma empresa constituída da qual você é o único sócio-empregado pode peticionar por você.

Conta. Prestar serviços ou vender para empresas do mesmo grupo satisfaz o requisito de operação. Não é obrigatório ter cliente externo independente.

Não há número mínimo na regra. O que se avalia é se a estrutura sustenta uma função realmente gerencial — ou seja, se existe gente suficiente para que você não precise executar o operacional. Na prática, operações com cinco a oito pessoas costumam ter posição mais confortável.

Pode ter, pela via do gerente de função. Há entendimento consolidado de que a equipe que sustenta a função pode estar fora dos Estados Unidos, dentro do mesmo grupo, e de que o tamanho pequeno da operação americana, sozinho, não é motivo de recusa.

Afastamento superior a dois anos da organização, depois da entrada nos Estados Unidos, faz perder a elegibilidade — e exige um novo período de um ano de trabalho qualificado no exterior.

Sim. Cônjuge e filhos solteiros menores de 21 anos recebem o Green Card com você.

Atualmente não. A disponibilidade de Green Card nessa categoria está imediata para brasileiros — situação diferente da que enfrentam indianos e chineses.

De 6 a 14 meses para a análise da petição, podendo passar de 20 meses em unidades mais congestionadas. Com o processo acelerado, a decisão sai em 45 dias úteis. Depois dessa etapa ainda há o restante do caminho até o Green Card.

Não é o lucro em si que se avalia, mas a capacidade de pagar o salário oferecido. Prejuízo contábil não inviabiliza o caso quando se comprova que o salário já vem sendo pago e que há ativos suficientes.

COMO A UNLOCKED AJUDA

Como a Unlocked conduz um caso de EB-1C

  1. Diagnóstico da estrutura societária e da maturidade da operação americana
  2. Desenho da função, do organograma e do plano de contratações necessário
  3. Organização das provas de operação, financeiras e societárias
  4. Montagem do caso e acompanhamento até o Green Card

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